4월 20일
Joseph Ratzinger, aclamado Bento 16, nasceu na Alemanha pré-nazista em em 16 de abril de 1927. Filho de um policial e de uma dona de casa, Ratzinger morou em diversas cidades devido às intermináveis transferências de local de trabalho impostas a seu pai.
Em dezembro de 1932, devido às críticas abertas do pai de Ratzinger contra os nazistas, sua família foi obrigada a se mudar para Auschau am Inn, nos alpes da Baviera.
Cinco anos mais tarde, com a aposentadoria de seu pai, a família de Ratzinger se mudou para Hufschlag, nos arredores da cidade de Traunstein (Baviera), onde Ratzinger passou a maior parte de sua adolescência.
Ratzinger começou a estudar latim e grego ainda no ginásio. Em 1939, aos 12 anos, dá o primeiro passo para sua carreira eclesiástica e entra para o pequeno seminário de Traunstein.
Quatro anos mais tarde Ratzinger e seus colegas de seminário foram convocados para o Flak [corporação antiaérea], responsável pela proteção de uma fábrica da BMW em Munique, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Ainda assim, continua freqüentando as aulas no Maximilians-Gymnasium (Munique) três vezes por semana.
Em setembro de 1944, quando atingiu a idade militar, Ratzinger foi liberado da Flak e voltou para casa. Em novembro do mesmo ano, Ratzinger se alistou no treinamento básico da infantaria alemã, mas por motivos de doença [não-divulgados] foi dispensado da maioria das obrigações militares severas.
Na primavera de 1945 [no fim da guerra, final de abril], com a aproximação das forças aliadas, Ratzinger desertou do Exército e se dirigiu para sua casa em Traunstein. Quando os americanos finalmente chegaram a seu vilarejo, eles resolveram estabelecer um quartel-general na casa de Ratzinger --que foi identificado como um soldado alemão e preso num campo para prisioneiros de guerra.
Em junho do mesmo ano foi libertado e voltou mais uma vez para sua casa em Traunstein, seguido por seu irmão Georg, em julho. Em novembro, finalmente, Ratzinger e seu irmão retornaram ao seminário.
Em 1947, Ratzinger entrou no Herzogliches Georgianum, um instituto teológico associado à Universidade de Munique. Paralelamente, estudou filosofia e teologia na universidade de Munique e na Escola Superior de Freising.
No dia 29 de junho de 1951, Ratzinger e seu irmão foram ordenados padres pelo cardeal Faulhaber de Munique na Catedral de Freising, durante a festa de São Pedro e São Paulo.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u82976.shtml
O conservador cardeal alemão Joseph Ratzinger deve dar continuidade aos trabalhos de internacionalização e de rigidez moral do pontificado de João Paulo 2º. Ratzinger foi durante 23 anos o guardião da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, órgão que ficou no lugar do antigo tribunal da Inquisição.
O cardeal alemão começou a ganhar atenção ao chegar a Roma, em 1962, como teólogo conselheiro do cardeal Joseph Frings [de Colônia, Alemanha] no Segundo Concílio do Vaticano.
Aos 35 anos se converte em uma espécie de "estrela" da teologia. Mas foi em 1968 que Ratzinger ganhou destaque, quando travou uma luta ferrenha contra o marxismo e o ateísmo, que cresciam entre os jovens.
Pouco antes, em 1966, conseguiu uma cadeira em teologia dogmática na universidade de Tübingen, onde sua indicação foi fortemente apoiada e defendida pelo teólogo suíço Hans Küng [que questiona a autoridade papal]. Ratzinger continuava convicto sobre sua visão tradicionalista apesar da atmosfera liberal de Tübingen, no Estado de Baden-Württemberg, e da tendência marxista do movimento estudantil nos anos 60.
Três anos mais tarde, ele retornou para a Baviera e foi para a Universidade de Regensburg, onde foi professor de teologia dogmática e de história do dogma, além de vice-presidente e reitor da universidade. Posteriormente transformou-se em conselheiro teológico dos bispos alemães.
Cinco anos depois, em março de 1977, Paulo 6º elegeu Ratzinger arcebispo de Munique e Freising e, em maio, foi consagrado o primeiro padre diocesano a conquistar o Ministério Pastoral da Grande Diocese da Baviera.
O papa Paulo 6º também nomeou Ratzinger cardeal no consistório [assembléia de cardeais presidida pelo sumo pontífice], em 27 de junho de 1977. Depois disso, ele e se tornou bispo de Velletri-Segni e Ostia --que tradicionalmente é a "ante-sala" para o trono do papado.
Em 25 de novembro de 1981, o papa João Paulo 2º nomeou Ratzinger encarregado da Congregação para a Doutrina da Fé, anteriormente conhecida como Tribunal da Santa Inquisição, que foi renomeado em 1908 pelo papa Pio 10º. Ele também presidiu as comissões bíblica e pontifícia internacional teológica.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u82966.shtml
O cardeal alemão Joseph Ratzinger, 78, eleito hoje papa, condena a homossexualidade ["uma depravação e uma ameaça à família e à estabilidade da sociedade"] e a adoção de crianças por casais formados por pessoas do mesmo sexo. Ultraconservador, ele preparou em 2003 uma campanha mundial contra a legalização da união civil homossexual e pediu aos políticos católicos de todo o mundo que se pronunciem de forma "clara e incisiva" contra as leis que favorecem casamentos gays.
A visão do Vaticano, sob a influência de Ratzinger, considera a homossexualidade como "um fenômeno moral e social inquietante", que se torna cada vez mais "preocupante" nos países nos quais já se concedeu ou se tem a intenção de conceder o reconhecimento legal às uniões homossexuais.
"Os gays brasileiros estão em choque. Depois da eleição de Severino Cavalcanti na Câmara dos Deputados, a eleição do teólogo mais intolerante e anti-homossexual na história recente da igreja nos leva a duas conclusões: ou o Espírito Santo está caduco ou seremos beneficiados com a lógica do 'quanto pior, melhor', disse Luiz Mott, antropólogo e fundador do GGB (Grupo Gay da Bahia).
Ele afirmou ainda que se Bento 16 mantiver a mesma postura homofóbica, "certamente os setores progressistas da igreja tomarão a defesa dos homossexuais".
Pedofilia
"Não existe qualquer fundamento para assimilar ou estabelecer analogias, sequer remotas, entre as uniões homossexuais e os desígnios de Deus sobre o matrimônio e a família. O matrimônio é santo, enquanto que as relações homossexuais contrastam com a lei moral natural", afirma o texto da campanha mundial do Vaticano.
No auge dos escândalos de pedofilia envolvendo padres norte-americanos, Ratzinger disse que era uma "campanha maquinada" a "constante presença na imprensa de pecados de padres católicos".
Ratzinger também é contra o sacerdócio das mulheres e a comunhão aos divorciados que voltarem a se casar.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u82967.shtml
É essa a cara que a igreja quer para ela?